O comerciante Wilker Darcian Camargo, de 35 anos, gravou um áudio dizendo que estava sendo extorquido por policiais militares. A mensagem foi enviada à namorada, que repassou ao pai do homem baleado. Ele foi arrastado e morto durante uma ação da Polícia Militar na sexta-feira (10), em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.
O pai de Wilker, o policial militar da reserva Moacir Camargo, disse que dias antes de ser morto, policiais foram à casa do filho e reviraram o local em busca de drogas e armas, mas não encontraram nada. Em mensagens trocadas com a namorada, o comerciante disse que tinha sido agredido e, agora, os militares queriam que ele desse uma arma a eles.
“O celular, dizendo eles, é roubado. Eles querem que eu dê um revólver para eles agora. Vou ter que vazar”, disse o homem em um áudio à namorada dias antes de morrer.
A namorada de Wilker enviou uma mensagem de áudio ao sogro contando que o companheiro estava com medo após ter sido agredido e ter a casa revirada.
“Nesses últimos dias ele estava bem mal, bem baqueado, porque o pessoal invadiu a casa dele, destruiu a casa dele, não tinha nada. Não tinha arma, não tinha droga, não tinha nada. Tudo que falaram que ele tinha, ele não tinha. Ele ainda falou que vendia o carro quando eles falaram que queriam uma arma para ele, um policial militar”, disse a mulher na gravação.
O pai de Wilker já prestou depoimento à Polícia Civil. Ele contou sobre os áudios recebidos. Um vídeo mostra a casa toda revirada após a invasão que teria sido feita por PMs. O militar aposentado disse ainda que o filho não tinha arma e nem dinheiro para comprar uma.
No boletim de ocorrência, policiais militares disseram que o homem era suspeito de tráfico de drogas e atirou contra a equipe que o perseguia. Wilker correu para a casa de um vizinho. Um vídeo mostra quando policiais entram no local. É possível ouvir o barulho de um tiro.
Em seguida, Wilker aparece tentando fugir, correndo pela calçada. Ele é segurado por três policiais e arrastados de volta para a casa. Um novo barulho de tiro é ouvido.
Em nota, a PM disse que, assim que tomou conhecimento do caso, instaurou um inquérito policial militar e afastou os envolvidos na ocorrência. “A Polícia Militar esclarece que todas as providências cabíveis estão sendo tomadas e que o caso será apurado com o rigor devido”, diz o comunicado.
A polícia não se manifestou sobre a denúncia de extorsão feita pelo pai de Wilker.
O comerciante tinha passagem pela polícia e cumpria pena por roubo. O homem estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.
Moacir disse que o filho estava pagando pelo crime e nada justifica a ação dos policias militares. “Não teve confronto, o confronto que teve foram as balas da execução que o meliante teve. O meliante foi imobilidade e totalmente executado”, disse Moacir.
O governador Ronaldo Caiado (DEM) repudiou a ação dos policias militares que terminou na morte de Wilker. Ele também reforçou o afastamento da equipe envolvida na ocorrência.
“Nós não admitimos ninguém que extrapole os protocolos que são impostos pela nossa Polícia Militar. […] É uma atitude que precisa ser devidamente esclarecida. Configurado o crime, que tenha as penalidades da lei”, disse o governador.
Cerrado News/G1
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