Saiba quem são as vítimas do ataque que deixou duas pessoas mortas e três feridas no DF
Izadora de Sousa, de 8 anos, e a avó dela, Eunice Maria, de 53 anos, morreram esfaqueadas por Adenilson Santos Costa. Elas eram amigas da companheira dele, Eudicilene de Sousa Barros, que está em estado gravíssimo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/4/Y/iLwWFjQ4A1GpK4ZSXy7g/operacao-correios.jpg)
Um caso de violência contra mulheres em Samambaia, no Distrito Federal, chocou os moradores da capital, e terminou com neta e avó assassinadas e outras três mulheres esfaqueadas. O crime ocorreu no sábado (5) e o suspeito é Adenilson Santos Costa, de 35 anos, que está preso.
As vítimas fatais são Izadora de Sousa, de 8 anos, e Eunice Maria, de 53 anos. No ataque, também ficaram feridas a mãe da criança, Adélia Paraguai, de 36 anos, e a irmã dela, Ana Paula Paraguai, de 33 anos. Ambas eram filhas de Eunice e já receberam alta do hospital.
A quinta pessoa atacada é a companheira do suspeito, Eudicilene de Sousa Barros, de 50 anos. Ela era amiga das vítimas e foi à casa delas após uma discussão com Adenilson. Até a última atualização desta reportagem, ela estava internada em estado gravíssimo, no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
Dinâmica do ataque
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/s/G/X1BNmCTDuBzA3MElBIew/a1900-df2-limpo-07022022-frame-21018.jpeg)
Segundo as investigações, Eudicilene e Adenilson discutiram por volta das 11h. Em seguida, ela foi até a casa das amigas.
À noite, o companheiro apareceu no portão da residência da família, mas teve a entrada negada pela dona da casa. Mesmo assim, ele forçou e invadiu o portão. Em seguida, começou as agressões.
Segundo o delegado Rodrigo Carbone, da 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia, a menina de 8 anos tentou fugir ao ver a mãe ser esfaqueada, mas acabou sendo atingida pelo homem.
“Foi fúria, covardia mesmo”, afirma o investigador.
Socorro às vítimas
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/2/E/93A2wjTf2YKJ6ShCzwjw/rs-faca-crime-mulheres-c474-imagem-06022022-frame-0.jpeg)
O Corpo de Bombeiros informou que, quando chegou ao local, encontrou uma verdadeira “cena de terror”. Segundo a corporação, as vítimas estavam espalhadas pela casa, e tinham diferentes graus de ferimentos. Veja:
- Eudicilene de Sousa Barros: teve ferimentos no abdome, foi levada ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), inconsciente, e está internada em estado gravíssimo na UTI;
- Adélia Paraguai: foi levada para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), com perfurações no abdome, no braço esquerdo e escoriações pelo corpo. Recebeu alta nesta segunda;
- Ana Paula de Sousa Paraguai: foi transportada pelos bombeiros ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), com uma perfuração no braço direito e escoriações pelo corpo. Teve alta no domingo;
- Eunice Maria de Sousa: foi socorrida ao HRT com diversos ferimentos por facadas pelo corpo. Ela deu entrada na unidade de saúde em estado grave, passou por cirurgia e foi transferida para a UTI do Hospital de Base mas não resistiu e morreu nesta segunda-feira (7);
- Izadora de Souza do Nascimento: Foi levada pelos bombeiros ao HRC com perfuração na região inferior do abdome e suspeita de hemorragia interna. A criança não resistiu e morreu no hospital.
Violência
Na segunda, a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de Adenilson Costa. Segundo a Polícia Civil, o suspeito já respondia a quatro inquéritos por violência doméstica contra uma outra ex-companheira. Em 2020, a Justiça chegou a autorizar uma medida protetiva para ela.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/l/C/qVLeaGQG6sYy8PJNzVpQ/269931530-4651101954981246-1905327780354343428-n.jpg)
Apesar do histórico de ameaças e de agressões contra a antiga companheira, segundo a Polícia Civil do DF, não há registro de ocorrência de Eudicilene contra Adenilson. Os dois mantinham um relacionamento há cerca de dois anos.
Sobre os assassinatos e agressões cometidas em Samambaia, o homem alegou na delegacia “não se lembrar” de ter ferido outras pessoas. Ele contou que bebeu três litros de bebida alcóolica – cachaça misturada com vinho.
O homem disse ainda que agiu “por ciúmes” e que nunca havia agredido Eudicilene fisicamente, “apenas com palavras”. Ele vai responder por dois crimes de feminicídio, além de três tentativas de feminicídio e lesão corporal no contexto de violência doméstica.
Cerrado News/ Com as informações Agência Brasil